quinta-feira, 29 de abril de 2010

Shakespeare para Su!

Fugindo da temática do meu blog (que temática?), resolvi postar um soneto de Shakespeare aqui, e para não ficar no básico, vou colocá-lo em alemão também. Enjoy! À mim agradou (pensando em alemão e escrevendo em português)!

Soneto CXVI


Que não admita eu ao casamento de verdadeiras mentes

Impedimento algum. Aquele amor não é amor

Que se altera ao encontrar alteração,

Ou se dobra com a retirada do retirante:

Ah, não; é uma marca para todo sempre fixa,

Que encara tempestades e jamais se altera;

É a estrela de todo o barco que se aventura,

Cujo valor não se engana com o Tempo,

apesar de lábios e rostos rosados

Estarem dentro do compasso de sua foice curva;

O amor não se altera com suas breves horas e semanas,

E a tudo aguenta até a beira do fim-do-mundo.

Se isso estiver errado, e que me o provem,

Eu nunca escrevi nada, nem ninguém jamais amou.






Sonett 116


Nichts löst die Bande, die die Liebe bindet.

Sie wäre keine, könnte hin sie schwinden,

weil, was sie liebt, ihr einmal doch entschwindet;

und wäre sie nicht Grund, sich selbst zu gründen.

Sie steht und leuchtet wie der hohe Turm,

der Schiffer lenkt und leitet durch die Wetter,

der Schirmende, und ungebeugt vom Sturm,

der immer wartend unbedankte Retter.

Lieb' ist nicht Spott der Zeit, sei auch die Lippe,

die küssen konnte, Lieblichkeit dahin;

nicht endet sie durch jene Todeshippe.

Sie währt und wartet auf den Anbeginn.

Ist Wahrheit nicht, was hier durch mich wird kund,

dann schrieb ich nie, schwur Liebe nie ein Mund.



(William Shakespeare)