ÊÊÊ!!! Saí do coma! Voltei a vida cibernética! Ou melhor, de cibernética já tem muito na minha vida, voltei a vida de blogueira! De blogueira amadora e iniciante, nunca saí desse estágio! rsrs
Mas, depois de espanar o pó, tirar as teias de aranha, voltei com tudo!
Quer dizer, não vamos prometer demais né, vamos fazer igual AAA, um dia de cada vez! Hehehe
Tanto pra dizer, que dá até vontade de desistir rsrsrs. Mas vou começar pelo hoje mesmo, o tempo em que vivo.
Estou aqui escrevendo motivada por três senhoras, penso tanto em como elas me ensinam aqui na „Doitschlândia“ (a là Carol), que pensei em dividir com vocês, meus fiéis e „contados“ nos dedos, amigos e familiares!
Primeiro, o resumo do resumo: eu tô aqui voltando das „férias escolares“, ainda sem emprego, coisa da qual me envergonho (e que estou publicando num blog, pior que isso, só postar no Twitter), mas animada (ao menos isso).
Então, eu estava naquela rotina louca de estudar praticamente 24h por dia, daí fiz uma pausa, curti o verão, viajei para Itália, e agora estou de volta e reduzi a minha carga horária de aulas de alemão (pois é, ainda não terminei essa cousa, mas tá quase quase...).
No meio disso tudo, há três meses, aconteceu na minha vida de eu me tornar assistente social voluntária (seria mais ou menos isso). Foi uma sugestão da tia Gabi e o Chuchu (é o Jan, viu gente) pesquisou, descobrimos um Lar para Idosos aqui pertinho de casa, fomos lá e conversamos com a diretora. É impressionante, lugar chic chic, com parque e jardins, muito conforto, mais de 200 idosos vivem lá.
Mas... eles são muito carentes, infelizmente a casa não paga por assistência social, apenas por médicos, enfermeiras, administração e outras funções necessárias ao funcionamento da Casa. E eles aceitam de muito bom grado quem queira prestar o simples serviço de ir lá fazer companhia aos moradores. E eu fiz ficha lá, ganhei um crachá bonito rsrs e vou lá fazer companhia a eles, eu pratico meu alemão (kein English snif snif) e pratico solidariedade.
Eu sempre visito 3 simpáticas senhoras, na faixa etária dos 90 anos, muito lúcidas viu, mas em alguns passeios pelos jardins (foi tempo de aproveitar o verão) eu converso com vários senhores e senhoras. Imagina que os que não conseguem andar, ficam o dia inteiro no quarto! Um absurdo!
O mundo é muito carente de amor ao próximo e ao idoso, parece que nós todos esquecemos que um dia envelheceremos, que podemos ser colocados em um asilo e por mais luxo, conforto e assistência médica que haja, não se compara ao valor de ter amor, afeto e companhia. São 200 idosos solitários que vivem sob o mesmo teto lá. Por mais que a maioria seja otimista (muitos são felizes e em paz lá) eles amam receber visitas e conversar com pessoas de fora. Por que né gente?
Você se sente a celebridade indo lá, todos sorriem e querem conversar. Os corredores são sempre vazios, lá é extremamente silencioso.
As minhas três queridas, Frau Bertel, Frau Berschneiden e Frau Senkpaul, se vestem impecavelmente, com roupas finas para me receberem e preparam chá ou café com biscoitos sempre (é, não falem que estou gordinha por isso, please!! rsrs).
Frau Bertel é a mais idosa, não tem família, pois não teve filhos e os conterrâneos faleceram, ela não anda mais, e recentemente teve uma complicação, esteve internada, voltou, está de castigo na cama. Ah, ela é a mais otimista das três! Está sempre sorrindo, falando coisas bonitas da vida, da vida dela, me conta da vida dela, das duas guerras mundiais (é, ela pegou as duas, perdeu a casa na segunda...), sempre me pergunta se eu volto, quando estou indo embora.
Frau Berschneiden é a mais ativa, sempre anota novas palavras pra saber se eu sei (pegadinha), eu leio a bíblia pra ela (em alemão buááá), a gente passeia, para na cafeteria (pula essa parte), ela tem uma filha que a visita sempre e ela é super dependente da filha, é como se ela fosse filha da filha dela, ela liga todos os dias para perguntar quando ela vem.
E Frau Senkpaul é a reclamona, eu a visito as sextas-feiras e ela sempre reclama que comeu peixe (todas as sextas-feiras servem peixe lá no almoço) e que ela não gosta (ela diz que se fosse bem preparado ela gostaria), ela está sempre caindo e já se machucou várias vezes, eu sempre peço que ela seja cuidadosa, ela também tem filhos que a visitam, mas ela sempre reclama que a vida dela é muito parada e que ela não gosta do silêncio de lá. E ela tem um mal hábito de sempre me fazer trazer pra casa frutas e biscoitos, embora eu sempre implore que não precise, ela sempre diz que estou magrinha (olha só, tem quem ache!! rsrs). Minhas queridas.
É isso. Mais depois, ok?
beijos e amo vocês.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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